março 19, 2008

Dra. Marília

A Marília foi decretada por mim como a minha guru para assuntos amorosos. Isso mesmo que você leu, Marília Picerni. Porque eu gosto que me joguem umas verdades na cara (é, sou meio masoquista) e só Marília me proporciona esse tipo de informação . E também informações adicionais do tipo “até que você é legal, só não é simpática por causa da sua cara de mau humor”, “você intimida as pessoas” e por aí vai. Tudo bem que o passado amoroso dela não é exemplo pra ninguém, mas mesmo assim ela ainda é o maior case de sucesso de relacionamento bem sucedido do momento (e talvez o único). Agora veja aí se ela não tem que largar o TV Guide, escrever um livro de auto-ajuda tipo ‘Mulheres são de Marte Homens são de Vênus’ e ficar milionária:

“Eu acredito que um relacionamento pode ser salvo de muitos problemas: traição, ciúme, insegurança, birras, amigos no meio...desde que ambos estejam na mesma página. Se um tiver no começo do livro e o outro lá no final, fica difícil acompanhar a historia”.

Ou

"Quem dita o limite, infelizmente não é o cérebro...em nós mulheres é o maldito coração de mãe. Então nem tente lutar contra".

Isso sem contar as considerações sobre a diferença entre namoro e relacionamento (novidade pra mim, porque na minha cabeça namoro = relacionamento), explicações sobre o que eu quero e como (ahan) e previsões (medo!) do que vai acontecer na minha vida amorosa (sim, ela sabe. E não me pergunte como).



*Se eu escrevesse um post desse uns 3 anos atrás, iam me achar louca. E com razão.

fevereiro 01, 2008

Bom senso

A pauta era o que vestir e o que não vestir no trabalho e, claro, pra quem tem bom senso vai soar como a coisa mais óbvia já escrita na história do jornalismo. Será que eu tinha mesmo que entrevistar uma consultora de imagem (seja lá o que isso signifique) pra que ela diga coisas como, não é legal ir trabalhar de blusa curta? Se existe alguém pra quem isso seja novidade e se é esse tipo de pessoa que lê a revista, a matéria devia ir nessa linha: "Querida, que tal deixar a sua blusinha curta pra usar no próximo show do Babado Novo? Por mais que essa informação possa te chocar, a verdade é que todo mundo já sabe que você tem umbigo e não é necessário provar isso pro pessoal da firma, ok?" E por aí continuaria, até completar uns 5000 caracteres...com certeza teria sido bem mais divertido de escrever. Mas como esse blog aqui serve pra isso mesmo – escrever o que eu quiser – eu coloquei aqui como ficaria o box “O que nunca usar” da minha matéria utópica e fictícia. E não é o que nunca usar no trabalho não, é o que NUNCA usar MESMO. E por quê? Simplesmente porque eu acho feio. E ponto.

* Bata: Você tá grávida? Não? Então essa é a resposta sobre usar ou não uma blusa dessas. E quem é que foi que inventou isso, hein? De cada dez lojas que você entra, nove só tem essas blusas estilo capa-de-bujão-de-gás que fazem quem usa parecer 10 quilos mais gorda. E o pior é que quem usa são exatamente aquelas que querem disfarçar a pança proeminente...tsc tsc.

* Blusa aberta atrás com sutiã de silicone aparecendo: Amiga, se vc não tem comissão de frente capaz de encarar um vestidinho ou blusa aberta sem sutiã, me faz um favor: não use vestidinho nem blusa aberta. Tá? Porque sutiã de silicone fica parecendo que você se enrolou em alguma Silver Tape transparente ou que colou um pedaço de Magipack nas costas. Disgusting.

* Sombra combinando com a cor da blusa: blusa ver, sobra verde; blusa rosa, sombra rosa; blusa azul clara de bolinhas laranjas, sombra azul clara de bolinhas laranjas. Menos, bem menos.

* Blusa branca combinando com a bolsa branca e sapato branco: tá, eu não sei porquê. O fato é que é brega e isso já é argumento suficiente. Não questione, apenas não use, ok?

* Brinco de pena: preciso justificar???

Ai, ai...acho que eu devia trabalhar na Elle...

dezembro 09, 2007

Porque Alice é simplesmente brilhante...

Dan: I love you!
Alice: Where?!
Dan: What?!
Alice: Show me! Where is this love? I... I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words. Whatever you say is too late.

novembro 10, 2007

Procura-se uma cartomante desesperadamente

Sair pelas ruas de Caxias do Sul atrás de alguma cartomante foi o programa proposto pela minha ex-roommate no segundo ou terceiro dia de janeiro, quando estava com ela visitando sua família na cidadezinha gaúcha. Achei a idéia meio absurda, mas no final acabei topando porque achei que ela desistiria rápido, já que Caxias, que já não tem muita gente normalmente, estava às moscas naquela semana pós-reveillon. Depois de dar com a cara na porta em dois ou três lugares, pedir informação pra umas pessoas na rua e andar durante mais de meia hora pelo centro da cidade, a gente chegou em uma dessas casas que vendem artigos religiosos, cheias de Yemanjás, velas gigantes e imagens de tudo quanto é tipo de santo. Lá, a vendedora se limitou a dizer "ela ali lê os búzios", apontando pra uma mulher que arrastava uma mala enorme pela loja. Ela, de imediato, já foi dispensando a gente: "eu leio, mas só vim pra cidade atender uma amiga, que já tá vindo me buscar...". Mas achar a tal da cartomante tinha virado uma verdadeira obcessão pra minha amiga, que não se conformou até convencer a mulher dos búzios a atender a gente. Conclusão: minutos depois as três estavam na calçada esperando a tal da amiga passar. E eis que ela chega numa Kombi que eu não via igual desde os tempos que a minha mãe pagava meu tio pra buscar eu e minha irmã na escola com a perua de transportar alumínio da oficina de box dele. Entramos. Só que nunca chegava na casa da amiga. Tipo, NUNCA. E quanto mais a gente se afastava do centro, mais feia ficava a cidade. Enquanto eu só conseguia pensar em como a gente ía voltar daquele lugar onde a gente ainda nem tinha chegado, minha amiga não emitia um sinal de preocupação, tamanha era a felicidade em ter encontrado a tal da cartomante, mesmo que fosse em circunstâncias suspeitas. Quando chegamos em um bairro que parecia uma mistura de Lapa de baixo com Parelheiros, a amiga foi entrando com a Perua dela na 'garagem'. E digo garagem entre aspas mesmo, porque a garagem era a casa e a casa era a garagem, e o carro ficou ali parado, entre o sofá e a geladeira. Fui a primeira a ser atendida, e essa história toda foi pra chegar no que ela me falou logo de cara (lembrando que ela não sabia nadinha sobre a minha pessoa). "Você veio pra cá porque quer esquecer dele, não é?". Não fiz nem que sim, nem que não só pra não dar pistas. Até aí, poderia ser coincidência, então vamos pra próxima "premonição", que foi dita assim, na lata: Você vai sair desse emprego e terá problemas na justiça pra receber o que você tem que receber. Fato: terça-feira passada estava lá eu no fórum trabalhista homologando meu acordo perante o juiz. Premonição: Uma amiga vai arranjar um outro trabalho pra você. Fato: Silvia me levou pra Conteúdo. Premonição: E lá você vai conhecer alguém. Fato: Estou namorando alguém de lá. Premonição: Esse alguém é muito ciumento. Fato: bom, não tem fato que comprove isso, mas há quem confirme a informação...Pra completar a história, demos 10 reais como pagamento pela consulta (o que sobrou depois da gente ter torrado tudo em Garopaba) e como voltamos pra casa? A cartomante mandou um dos filhos da amiga, que tinha um táxi, levar a gente pra casa. E sem cobrar.

outubro 19, 2007

Sonhando Acordado


Gael Garcia Bernal já declarou publicamente que só aceita trabalhos que o instigam, que ele acha que vão “dizer alguma coisa”, fato que por si só já é motivo pra assistir TODOS os filmes dele sem pensar. Una isso ao fato de que ele é o ator mais gato que existe e aí que não tem o quê pensar mesmo... pra completar, o filme em questão é do mesmo diretor de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e foi indicado por alguém em quem confio no gosto cinematográfico.
O nome é Science of Sleep (Sonhando Acordado), e nele Stephane Miroux (Gael), quando dorme, se transforma no apresentador do programa “Stephane TV” e em certo ponto do filme deixa de saber o que é sonho e o que é realidade (e a gente também!). Eu achei bem confuso, daqueles filmes que são muito metidos a intelectual mas que no fundo não tem lá muito sentido. Tipo filme meio autista, que não consegue se comunicar muito com o público, sabe? Mas me apaixonei pelos objetos do cenário do filme: o papel celofane saindo da torneira, os carros de papelão, o cavalinho de pano que galopa de verdade, as nuvens de algodão, as mãos gigantes do Stephane são geniais. E ver Gael contracenando com tudo isso, depois de vê-lo em filmes cruéis e realistas como Má Educação, Amores Brutos e afins, já vale.

julho 23, 2007

Jornalismo puxa-saco

Eu cheguei a uma conclusão: alguns executivos que dão entrevista não tem a menor idéia do que seja jornalismo e de como ele é feito. Não passam de criancinhas mimadas ávidas por atenção e confete incondicional em cima de seus produtos e serviços. Querem aparecer a qualquer preço e, quando aparecem, mas não é EXATAMENTE como e quando queriam aparecer, abrem o berreiro e gritam “manheeeeeeeê” para os seus assessores de imprensa (eu sei bem porque já fui uma). Esses, ao invés de explicarem para o cliente que a reclamação é improcedente, passam a encher o saco do autor da matéria diariamente para que, de alguma forma que nem eles sabem explicar qual é, repare o terrível “erro” de ter feito uma matéria que não era ipsis literis aquilo que o executivo imaginou ou queria que fosse. Difícil de entender que isso aconteça? Então veja esse exemplo real:

Carolina,

Conforme conversamos, passo a você o posicionamento de Fulano de Tal, superintendente da empresa XYZ, que mostrou preocupação ao ver seus exemplos utilizados no Box X da matéria Y. Ele acredita que a contraponto feito entre o posicionamento e modelo de atuação da XYZ e o modelo de ação da XPTO. Frases como “grande rixa entre empresas que se denominam especializados em determinados serviços e aqueles que são considerados massificados”, e a utilização da expressão “provoca o executivo” após uma das frases do Fulano, utilizadas para contrapor os dois modos de atuação das companhias, gerou mal estar entre os executivos. Como a pauta passada ao executivo não fazia menção sobre um possível ‘choque’ de posições entre as companhias, ele defende que os exemplos que ele deu tinham como intenção apenas ilustrar as diferentes maneiras de atuação, e não questionar visões, como pode parecer no Box.

Assim, queria ver com você se há uma maneira de transmitir essa visão do executivo, sem que isso fira a credibilidade da publicação, reconhecidamente o principal veículo de comunicação do segmento.

Fico no aguardo.
Grande abraço e obrigado,

Assessor Sem Noção.

Peraí: então se a pauta passada ao executivo não fazia menção sobre um possível ‘choque’ de posições entre as companhias, é proibido fazer o choque de posições entre as companhias, sendo que as posições, por si só, se chocam? E agora toda vez que um repórter for passar uma pauta vai dizer: "olha, eu queria fazer uma matéria x e já aviso de antemão que poderá haver um possível choque de posições entre as companhias". Isso não existe, querido assessor. E acho melhor você informar o seu cliente disso, afinal, honey, esse é o seu papel. E enquanto seu cliente continuar não sabendo o que é jornalismo (e se isso acontece a culpa é sua) você vai continuar passando por esse tipo de situação constrangedora da qual eu, na boa, teria vergonha de me envolver.
Tá bom vai, a minha resposta não foi tão direta assim...vejam aí:

Querido Assessor,

Passei a sua posição ao meu editor, mas ele, assim como eu, não encontrou nenhum erro jornalístico na matéria. Sempre guardamos todas as entrevistas gravadas digitalmente exatamente para que não haja nenhum mal entendido com relação às declarações dadas pelos executivos.
Com relação à pauta passada por mim, realmente ela não fazia menção a um possível ‘choque’ de posições entre as companhias, como você disse, simplesmente porque eu ainda não havia feito as entrevistas e não tinha como prever que isso ía acontecer (a colocação de opiniões divergentes sobre o mercado). Você, como assessor de imprensa, deve saber que a pauta pode ser até certo ponto modificada ao longo da produção da matéria de acordo com as informações que o repórter consegue obter pelas entrevistas. Os dois executivos apresentaram opiniões conflitantes e qualquer repórter teria obrigação jornalística de contrapor as duas opiniões. Era esse o objetivo da matéria, fazer um panorama geral do mercado de cobrança por meio da opinião de alguns dos principais executivos da área, e foi o que foi feito. As opiniões do Fulano de Tal e do presidente da empresa concorrente se sobressaíram sobre outras, eles deram destaque para as mesmas questões, por isso foi feito um box com os dois. Entendo a sua colocação e a do Fulano de Tal e o meu editor está analisando a sua solicitação para ver o que pode ser feito, mas friso mais uma vez que não encontrei erro jornalístico na matéria. Quando eu disse que existe “grande rixa entre as empresas que se denominam especializados em determinados serviços e aqueles que são considerados massificados” eu estou falando sobre o mercado como um todo, e não especificamente das empresas citadas no box. E isso é baseado não só nessas entrevistas, mas em tudo que eu tenho ouvido e pesquisado sobre o assunto ao longo do tempo em que trabalho aqui na revista. Realmente é uma análise minha que pode ser questionada por vocês e por qualquer outro leitor que tenha outra opinião, mas ela é baseada em informações e declarações dadas pelo mercado. Quanto ao uso do verbo provocar, o Fulano de Tal disse, em outras palavras (você pode ver na matéria) que a empresa XYZ não tinha uma visão independente da unidade de serviços X e, “mesmo as (empresas) que possuem, não prestam serviço como nós prestamos”. Para mim a colocação do verbo está correta, no sentido de que ele desafia/garante que ninguém presta serviços como a XYZ. A revista cobre um mercado no qual a concorrência é acirrada e é normal que as empresas defendam seu próprio modelo de negócios em detrimento de outros existentes durante as entrevistas que nos concedem.
Sobre ele achar que os exemplos que deu tinham como intenção apenas ilustrar as diferentes maneiras de atuação, e não questionar visões, não acredito que na matéria pareça que ele esteja “questionando visões”, e sim analisando o mercado sob a sua própria visão, assim como os outros executivos também o fizeram.
Vocês e todos os outros entrevistados e leitores têm sempre o direito e toda a abertura e receptividade da redação da revista para questionar o enfoque, a maneira como a matéria foi escrita, as informações utilizadas, etc, para trazer críticas e sugestões construtivas e estaremos sempre abertos para ouvir e considerar essas opiniões, que são muito importantes para nós. Agradeço muito a participação de vocês nesse sentido e vamos procurar a melhor solução.

Assim que eu tiver uma posição do meu editor, falo novamente com você.

Obrigada,
Carolina

A novela continua.
Aguardem os próximos capítulos.

julho 08, 2007

Psicologia metafórica




Minha psicóloga a-do-ra metáforas. Uma vez ela disse uma que eu nunca vou esquecer: "Você quer colher laranja na árvore de limão". E como é verdade! Essa metáfora se encaixou tão bem em tantas situações que não me sai da cabeça. Às vezes me pego no meio de algum pensamento e eu mesma me interrompo: "peraí, Carolina, assim você tá tentando colher laranja na árvore de limão...não dá!". O limoeiro só tem o limão pra te oferecer, ou você se contenta com o limão, ou vai atrás de outra árvore que dê laranjas. É pegar ou largar. Tentar colher laranja no limoeiro só vai te desgastar. Você pode passar anos esperando e nada vai acontecer além de conseguir muitos e muitos...limões! Só que você não quer limão, você quer laranja, e o limão não te satisfaz. Mas por que eu fico sempre ali, esperando cair laranja do limoeiro? Eis que mais uma metáfora explica, mais uma vez vinda da minha terapeuta: "Você tem atitudes de um alcoólatra". Explico (metaforicamente, claro): assim como o alcoólatra, eu tenho um vício, e esse vício é comer limão. Só que o limão, assim como o álcool para o alcoólatra, não me faz bem, apenas me proporciona um prazer momentâneo que se converte em mal-estar pouco tempo depois, tipo o cachaceiro quando toma umas. Resumo: Eu sou dependente química de 'limão' e estou em crise de abstinência. Alguém aí sabe onde tem uma laranjeira?

maio 25, 2007

maio 09, 2007

T.O.C.


TOC = transtorno obsessivo compulsivo. São alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições). O meu chefe tem isso, só que não admite. E é irritante. O dia começa assim: ele chega no trabalho e o jornal tá na mesa dele. Enquanto ele não olhar página por página e rasgar cada folha em quatro partes iguais antes de jogar no lixo, nem tente falar com ele. Depois disso, deletar emails. Ok, TODOS os emails deletados SEM LER, é hora de ouvir a BBC no último volume (ele até põe fone, mas nem dá pra notar). Não bastasse, essa semana ele adquiriu mais um toc. Enquanto as folhas saem da impressora, ele tem que ficar batucando na mesa e finaliza com um barulhinho com a boca assim que a folha sai. Mais um: quando atende o telefone, não importa se ele saiba quem é ou não, a primeira frase tem que ser: “quem fala?”. Mesmo quando é ele que está ligando! E o mais novo toc fez ele ficar igualzinho o Crusty: ele não corta mais o cabelo. Aff...

fevereiro 08, 2007

Voltei

Apesar de estar bem atrasada, acho que ainda é tempo de fazer algumas reflexões de ano novo:

2006: foi o ano de me divertir, de pensar menos e fazer mais, de conhecer pessoas novas, de fazer amizades, de ter casinhos sem compromisso, de me arriscar, de mudar de área na profissão, de pensar menos em dinheiro, de me apaixonar, de ter meu primeiro carro (finalmente).

2007:
esse ano é o ano de viajar (coisa que eu pouco fiz em 2006), de ir atrás da minha estabilidade (financeira e emocional também, por quê não?), de pensar no que eu realmente quero pra minha vida, de gostar de quem gostar de mim (alguns erros de 2006 ainda permanecem nesse quesito...), de me valorizar e valorizar quem me valoriza (pessoal e profissionalmente), de ganhar mais dinheiro, de cuidar mais de mim, de ter vários hobbies (Grupo Literário, por exemplo), de me firmar na minha carreira, de aprender a organizar melhor meu dia-a-dia, de retomar amizades antigas...

novembro 16, 2006


Resumo da viagem: Umas 30 horas de vôo (São Paulo-Dallas-Monterrey-Dallas-St.Louis-Dallas-São Paulo), mais umas 15 horas de aeroporto, inúmeros foras no espanhol (dá pra adivinhar que milk shake no México se chama malteada?), poucas horas de sono, duas matérias e algumas risadas. Na foto, algum jornalista argentino X, o Altamiro e eu depois de umas Heinekens em St. Louis.

setembro 30, 2006

É culpa da globalização

Que terapia que nada. Em uma aulinha da pós toda a minha vida amorosa foi desvendada. Explico: o assunto é globalização e, pra dar uma explicação bem simplista, no mundo globalizado as pessoas não se envolvem e nem pensam no futuro. Isso mesmo. Vive-se um dia de cada vez, porque pensar no incerto gera angústia, e raramente se olha para trás, pra não sucumbir à nostalgia. As pessoas se preparam para o pior e controem abrigos em volta de si mesmas porque, em um mundo que não é estável social, econômica e políticamente (sim, isso tudo influencia!!!), pensar a longo prazo e ter qualquer tipo de compromisso com alguém está fora de cogitação. E tem mais: nossas inocentes idas ao shopping também tem culpa no cartório nessa história. A nossa cultura é organizada em torno do consumo, e isso estimula o narcisismo. Assim como nas propagandas de TV, o mundo ao nosso redor está aí para satisfazer os nossos desejos e ponto. Ceder, relevar e abnegar são palavras que não existem no vocabulário do cidadão globalizado e, coincidência ou não, são as que definem se um relacionamento irá pra frente.
Escolher entre uma opção e outra pode trazer descontentamento, então a escolha simplesmente não é feita. Nós, seres globalizados, escolhemos todas as coisas simultaneamente. Queremos estudar, trabalhar, viajar, ir pra balada, sair com os amigos, namorar, mas tudo ao mesmo tempo! Não abrimos mão de uma coisa em prol de outra, a gente quer TUDO, porque TUDO está ao nosso alcance.
Depois dessa aula, todo o descompromisso emocional da humanidade passou a fazer mais sentido.
Ou não!

setembro 06, 2006

Tarde de alforria

Ok, trabalhar até às 11 de uma sexta-feira no fechamento foi o fim, mas sair às 3 da tarde em uma véspera de feriado e ir pro cinema compensou tudo!
Filme: Obrigado por Fumar. Apesar do fim previsível e moralista bem ao estilo americano, gostei.

setembro 02, 2006

Oito Coisas

à pedido da Silvia...

1- eu já fiz um terapia durante mais de um ano;
2- eu reprovei no exame de carta 3 vezes;
3- eu tenho fobia de ficar presa no trânsito;
4- eu sou ciumenta (essa eu descobri semana passada. tema para um outro post...);
5- eu tô adorando meu "novo" emprego;
6- eu tô odiando meu "novo" salário - quem já foi assessora e agora trabalha em redação sabe do que eu tô falando...fazer o quê né, nada é perfeito;
7- eu odeio café e coca-cola;
8- eu tô apaixonada pelo meu Kazinho branco 1.0

agosto 05, 2006

Eu quero

Eu quero poder passar mais tempo com os meus pais. Eu quero ser menos preguiçosa e fazer algum exercício. Eu quero um computador. Eu quero ganhar mais. Eu quero trabalhar menos. Eu quero uma semana numa praia paradisíaca. Eu quero dias com 30 horas. Eu quero um namorado lindo, inteligente e atencioso. Eu quero roupas novas. Eu quero falar espanhol. Eu quero um dvd. Eu quero aprender a estacionar o meu carro. Eu quero ir ao cinema todos os dias. Eu quero ser menos mal humorada. Eu quero assistir cats. Eu quero um celular com créditos ilimitados. Eu quero ser menos egoísta. Eu quero atualizar mais esse blog. E eu quero querer um pouco menos.

junho 24, 2006

Caché X L'enfant


e falando em cinema, queria comentar os dois últimos filmes que eu vi na telona. Quer dizer, pra falar a verdade o último mesmo foi a comedinha romântica Sorte no Amor, mas esse só valeu o ingresso por causa do bonitão do Chris Pine. Enfim, voltando aos filmes de conteúdo, não sei porque eu ainda insisto em achar que o fato de um filme ter recebido um prêmio em Cannes ou qualquer outro festival quer dizer que ele seja bom. É o caso de A Criança, Palma de Ouro desse ano. O tema promete: um pai que vende o filho sem avisar a mãe da criança. Mas decepciona. A cara de pau do Bruno (o pai) é tão grande que suas falas, de tão grotescas, beiram o surreal e o que era pra ser drama chega a ser cômico. Exemplo: "Bruno, cadê o nosso filho?", diz a mãe. Resposta: "Ah, eu vendi". Pelo menos umas três vezes a platéia toda caiu na risada durante o filme. Fora as cenas repetitivas. Quem está acostumado com filme europeu sabe que as cenas são longas, até cansativas. Mas nesse caso eram as mesmas cenas, desnecessariamente repetidas. Os diretores queriam enfatizar que o casal era imaturo e infantil mostrando a dupla brincando de pega-pega, rolando na grama ou jogando coisas um no outro. Até aí, tudo bem, mas seis, sete cenas desse tipo é um pouco demais, né? Com umas duas já dava para o público ter entendido o recado. E o final também deixou muito a desejar, viu. Mas pra quem quiser ler uma crítica contrária, ta aqui.
Caché concorria com A Criança pela Palma de Ouro e perdeu, o que na minha opinião foi no mínimo injusto. Esse é um daqueles suspenses que te deixa tenso e com medo sem ter sequer uma cena-clichê de susto a la filmes hollywodianos. Pelo contrário, as cenas são longas e lentas, mas em momento nenhum você quer tirar o olho do filme. Sem contar a crítica social sutil que faz aos preconceitos dos franceses. Ponto negativo apenas pra uma cena de suicídio, que achei de muito mal gosto. Mesmo assim, vale a pena.

junho 16, 2006

Cinema


Quando eu era criança lutava pra conseguir ficar acordada até de madrugada pra ver os filmes que meus pais alugavam. Uma pilha de fitas VHS, todo fim de semana. Com eles peguei o gosto por cinema e vi todos os clássicos dos anos 80 e 90. Ah, e não tinha censura. Eu fui criada assim, podia ir durmir a hora que quisesse e assistir o que quisesse. Desde Taxi Driver até Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, passando por A Rosa Púrpura do Cairo, Veludo Azul e mil outros filmes que marcaram minha vida e até hoje estão na lista dos meus favoritos. E tudo isso antes de completar 10 anos de idade. Por culpa deles, hoje não consigo passar nem uma semana sem ir no cinema e quando vou na Blockbuster não saio com menos de 5 DVDs debaixo do braço. Aliás, tô indo porque Marcas da Violência, Crash, A Menina Santa e Vinícius me aguardam na sala ao lado.

junho 01, 2006

Por Fora

- porque eu não assisto Lost;
- porque eu não li O Código da Vinci;
- porque eu não assisti O Código da Vinci;
- porque eu não sei a escalação da seleção brasileira;
- porque eu não tenho palpite pra dar nos bolões;
- porque eu não sei que a Bia Falcão voltou em Belíssima;
- porque eu não assisto Ídolos.

Porque as conversas simplesmente se resumem a isso.

maio 07, 2006

E namorado pra quê?

Se EU carreguei, transportei e descarreguei tudo que eu tenho de um apartamento para o outro. Se EU desembalei a minha geladeira (pra quem não sabe, vem em cima de um suporte de isopor. Essa não foi fácil, viu!). Se EU instalei o meu fogão (tá bom vai, pra isso eu chamei um profissional...). Se EU desentortei o pára-choque do meu carro (que um idiota bateu e amassou). Pra quê, pra quê??? Mas bancar a solteira-moderna-independente-auto-suficiente o tempo todo cansa. Muito.
Ai, bateu uma carência...