agosto 05, 2006

Eu quero

Eu quero poder passar mais tempo com os meus pais. Eu quero ser menos preguiçosa e fazer algum exercício. Eu quero um computador. Eu quero ganhar mais. Eu quero trabalhar menos. Eu quero uma semana numa praia paradisíaca. Eu quero dias com 30 horas. Eu quero um namorado lindo, inteligente e atencioso. Eu quero roupas novas. Eu quero falar espanhol. Eu quero um dvd. Eu quero aprender a estacionar o meu carro. Eu quero ir ao cinema todos os dias. Eu quero ser menos mal humorada. Eu quero assistir cats. Eu quero um celular com créditos ilimitados. Eu quero ser menos egoísta. Eu quero atualizar mais esse blog. E eu quero querer um pouco menos.

junho 24, 2006

Caché X L'enfant


e falando em cinema, queria comentar os dois últimos filmes que eu vi na telona. Quer dizer, pra falar a verdade o último mesmo foi a comedinha romântica Sorte no Amor, mas esse só valeu o ingresso por causa do bonitão do Chris Pine. Enfim, voltando aos filmes de conteúdo, não sei porque eu ainda insisto em achar que o fato de um filme ter recebido um prêmio em Cannes ou qualquer outro festival quer dizer que ele seja bom. É o caso de A Criança, Palma de Ouro desse ano. O tema promete: um pai que vende o filho sem avisar a mãe da criança. Mas decepciona. A cara de pau do Bruno (o pai) é tão grande que suas falas, de tão grotescas, beiram o surreal e o que era pra ser drama chega a ser cômico. Exemplo: "Bruno, cadê o nosso filho?", diz a mãe. Resposta: "Ah, eu vendi". Pelo menos umas três vezes a platéia toda caiu na risada durante o filme. Fora as cenas repetitivas. Quem está acostumado com filme europeu sabe que as cenas são longas, até cansativas. Mas nesse caso eram as mesmas cenas, desnecessariamente repetidas. Os diretores queriam enfatizar que o casal era imaturo e infantil mostrando a dupla brincando de pega-pega, rolando na grama ou jogando coisas um no outro. Até aí, tudo bem, mas seis, sete cenas desse tipo é um pouco demais, né? Com umas duas já dava para o público ter entendido o recado. E o final também deixou muito a desejar, viu. Mas pra quem quiser ler uma crítica contrária, ta aqui.
Caché concorria com A Criança pela Palma de Ouro e perdeu, o que na minha opinião foi no mínimo injusto. Esse é um daqueles suspenses que te deixa tenso e com medo sem ter sequer uma cena-clichê de susto a la filmes hollywodianos. Pelo contrário, as cenas são longas e lentas, mas em momento nenhum você quer tirar o olho do filme. Sem contar a crítica social sutil que faz aos preconceitos dos franceses. Ponto negativo apenas pra uma cena de suicídio, que achei de muito mal gosto. Mesmo assim, vale a pena.

junho 16, 2006

Cinema


Quando eu era criança lutava pra conseguir ficar acordada até de madrugada pra ver os filmes que meus pais alugavam. Uma pilha de fitas VHS, todo fim de semana. Com eles peguei o gosto por cinema e vi todos os clássicos dos anos 80 e 90. Ah, e não tinha censura. Eu fui criada assim, podia ir durmir a hora que quisesse e assistir o que quisesse. Desde Taxi Driver até Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, passando por A Rosa Púrpura do Cairo, Veludo Azul e mil outros filmes que marcaram minha vida e até hoje estão na lista dos meus favoritos. E tudo isso antes de completar 10 anos de idade. Por culpa deles, hoje não consigo passar nem uma semana sem ir no cinema e quando vou na Blockbuster não saio com menos de 5 DVDs debaixo do braço. Aliás, tô indo porque Marcas da Violência, Crash, A Menina Santa e Vinícius me aguardam na sala ao lado.

junho 01, 2006

Por Fora

- porque eu não assisto Lost;
- porque eu não li O Código da Vinci;
- porque eu não assisti O Código da Vinci;
- porque eu não sei a escalação da seleção brasileira;
- porque eu não tenho palpite pra dar nos bolões;
- porque eu não sei que a Bia Falcão voltou em Belíssima;
- porque eu não assisto Ídolos.

Porque as conversas simplesmente se resumem a isso.

maio 07, 2006

E namorado pra quê?

Se EU carreguei, transportei e descarreguei tudo que eu tenho de um apartamento para o outro. Se EU desembalei a minha geladeira (pra quem não sabe, vem em cima de um suporte de isopor. Essa não foi fácil, viu!). Se EU instalei o meu fogão (tá bom vai, pra isso eu chamei um profissional...). Se EU desentortei o pára-choque do meu carro (que um idiota bateu e amassou). Pra quê, pra quê??? Mas bancar a solteira-moderna-independente-auto-suficiente o tempo todo cansa. Muito.
Ai, bateu uma carência...

abril 21, 2006

Eu quero distância

Algumas reaproximações, por menores que possam parecer, não fazem bem e devem ser evitadas ao máximo. Sei disso porque o indivíduo em questão, para a minha total surpresa, fez o favor de bater na minha porta algumas semanas atrás, às 10h30 da noite, depois de praticamente dois anos sem NENHUM contato. Acontece que dois anos não são dois dias, nem duas semanas e nem dois meses. São 730 dias sem saber nem se o outro estava vivo ou morto. E quer saber? Era melhor assim. E não gostei do que ele fez. Se queria notícias minhas, podia muito bem ter mandado um email ou telefonado (o que eu já teria achado estranho, porém até aceitável). Mas aparecer na casa alheia do nada e me encontrar de pijama, não. E o pior é que fiquei tão passada quando o porteiro disse que o fulano tava subindo que depois não consegui nem perguntar o porquê da reaparição bizarra. E pergunta se ele se deu ao trabalho de me dar uma explicação plausível? Não! Fingimos ser bons amigos. E que fique bem claro: não aconteceu nada entre a gente.
O negócio é o seguinte: duas pessoas que já se gostaram muito mas decidiram não ficar juntas não devem se encontrar em hipótese alguma e ponto final. Podem achar que é radicalismo, mas é assim mesmo que eu penso. Já tive a fase "eu sou amiga dos meus ex" e vi que isso é utópico e, mais cedo ou mais tarde, alguém sai machucado dessa história. Pode acreditar.

abril 17, 2006

Fechamento serve pra isso


Marina, Paulino, Márcio e eu com carinha de South Park.
By João Miguel.

abril 15, 2006

Lar Doce Lar

Faz dois anos e cinco meses que deixei a casa dos meus pais e vim morar em São Paulo. E tô lembrando disso porque agora tô indo pra uma outra fase. Não vou morar sozinha porque ainda não dá e também porque não quero, mas é quase isso. Agora é totalmente diferente. E tudo isso me faz lembrar também de várias coisas simples do dia-a-dia que desprezamos quando moramos com os pais, como ter roupa limpa e passada na gaveta e comida (não vencida) na geladeira. E na primeira semana fora de casa você descobre que as coisas nunca estarão assim ao menos que VOCÊ as deixe assim (por incrível que pareça ninguém tem a real noção disso antes de passar por isso). Alguém aí já teve a luz cortada porque esqueceu de pagar? Eu já. O porteiro já te interfonou às 5 da manhã porque alguma de suas roommates chegou bêbada, esqueceu o fogo ligado e tava quase incendiando o apartamento? Comigo isso já aconteceu. E muitas outras coisas assim já me fizeram querer desistir e voltar pra minha casa, porque é um saco ter que se preocupar com tudo. E isso com 21/22 anos, quando a maioria dos seus amigos ainda nem sonham em passar por isso...
Um dia desses, uma amiga de 29 anos que vai casar mês que vem veio dizer que tá com medo de sair da casa dos pais. Fiquei chocada. Ela tá beirando os 30 anos e já tá mais do que na hora de se virar, né! E, ao contrário de mim, ela não vai ter que passar por isso sozinha, e sim com o cara que ela escolheu. Falta de grana ela também não vai ter (e isso eu também já tive e sei bem como é). Então qual é o grande problema, me diz??? Ter medo do novo é normal, eu sei, mas nessas circunstâncias acho estranho, coisa de gente mimada que sempre teve tudo na mão. Pessoas assim me fazem esquecer o lado ruim e ver como a experiência que eu tive me fez e me faz bem, porque chegar aos 30 com medo de encarar as responsabilidades que a independência trás deve ser deprimente.

Um pouco de astrologia não faz mal a ninguém

"...as pessoas de Capricórnio não são grandes jogadoras na esfera das paixões. Virar um bobo apaixonado não lhe parece algo divertido. Capricornianos dão mais valor ao respeito profundo, ao dever, à lealdade e ao poder dos laços de família que a poucos meses de paixão enfurecida. O controle é sempre importante para a cabra - deixar a proteção de sua armadura exige muito esforço. Eles a vestem por tanto tempo que ela fica toda enferrujada nas dobradiças. Mas associação de dois capricórnios não significa apenas seriedade e sacrifício. Eles podem saborear a vida mais do que os outros imaginam..."

Capricórnio X Capricórnio
Medo!

abril 02, 2006

Caipira, eu?


A da esquerda eu conheço só há um mês, mas já gosto. Somos chamadas de caipiras e zuadas diariamente por causa do nosso sotaque interiorano no trabalho, mas resistimos bravamente. A da direita, coitada, me dá carona quase todo santo dia. Ex colega de trabalho, vizinha e amiga. E puxa mais o R do que eu e a outra juntas! A foto comprova que esse povo do interiorrrr perdido aqui em São Paulo se entende. Odiamos quando falam mal de nossas cidades, mas não queremos voltar pra lá nem por um decreto-lei. Ficar mais de 15 dias sem visitar nossas terrinhas provincianas? Nem pensar! Sempre que pegamos a 23 de Maio toda parada amaldiçoamos o dia que decidimos morar nessa selva de pedra, mas quando estamos no interior e não tem um mísero filme interessante pra ver no cinema (porque lá só passa Harry Potter, Guerra dos Mundos e coisas do gênero) a gente fica feliz por não morar mais ali. Dá pra entender? Não, só quem também é do interior entende...

março 16, 2006

Tchau Virose

Depois de uma semana com febres diárias de 40 graus, voltei à vida. E comemorei com baladinha até às 2 da manhã. Acordar às 7 da matina não foi fácil, não tô mais acostumada com isso. Lembrem-se que eu passei 2 longos meses desempregada e acordar cedo depois de uma balada não fazia mais parte da minha realidade. Bem-vinda de volta ao mundo real, Carolina.
Planos pra hoje: cinema. Ganhei ingressos pra Firewall. O filme deve ser bem meia boca, mas como ainda não recebi meu primeiro salário e a grana tá curta, é bom aproveitar essas oportunidades...
E a vida de repórter não tá fácil, viu. Entrevistados não estão cooperando, prazos estão apertando, pautas estão caindo...vai ficar TUDO pra última hora e vou ficar escrevendo que nem uma desesperada na semana do fechamento. Mesmo assim, nenhuma saudade da vida de assessora.

fevereiro 22, 2006

Good News

Acabo de ser contratada. E se eu devo isso a alguém essa pessoa se chama Maria Lucia Feriance. Sem esquecer de todo mundo que também me ajudou na incansável procura por emprego: Sílvia, Marília, Alessandra, Thaís, Claudia, Luís. E Gi, você ficou torcendo de longe, também conta. Valeu!!!

fevereiro 02, 2006

Vudu

Aiiiii, acho que eu tô com algum encosto viu...Marília, o Pai João dá jeito nisso? Porque apesar da felicidade citada no post anterior, muitas coisas inexplicavelmente não têm dado certo. Repito: muitas.

janeiro 29, 2006

Carpe Diem



é meu lema esse ano. Quer dizer colha o dia. "Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre" (alguém disse isso). E essa foto tirada sábado mostra bem como estou me sentindo desde que adotei essa filosofia: mais FELIZ. Não que as coisas estejam perfeitas, pelo contrário. Nunca me arrisquei tanto na minha vida pessoal e profissional e por isso meu futuro é incerto. Mas o ano tá só começando...

janeiro 02, 2006

Bored


Ai, tô sem nenhuma inspiração pra escrever aqui. Cinco dias seguidos em Jundiaí dá nisso. NADA acontece nessa cidade.
Na foto, eu e meu pai em La Boca, Buenos Aires, de onde voltei segunda-feira. Semana que vem volto pra sampa porque contas à pagar me aguardam no meu AP. Além disso, quero aproveitar que agora tenho tempo livre de sobra pra ver se vejo outros APs e me animo pra mudar...já tenho cama e geladeira, que tal?

dezembro 21, 2005

Muitas coisas desde o último post...

- briga homérica com a irmã por causa de chocolate colado no banco de trás do carro;
- briga homérica com a mãe por eu "ter feito escândalo no meio da rua" pelo motivo acima;
- pedido de demissão (numa boa, sem brigas);
- reencontro com amigos (que já não são mais tão amigos assim);
- Reveillon decidido: Buenos Aires (porque mommy vai bancar e pessoas recém-desempregadas não estão em condições de recusar esse tipo de proposta);
- nenhum presente de Natal comprado.

Conclusões:

- minha irmã é mimada e ponto;
- eu sou estressada e ponto;
- mesmo assim tô com saudade e quero ir logo pra Jundiaí (e como não tenho tido muito o que fazer no trabalho os dias simplesmente não passam!);
- shoppings abarrotados, estacionamentos lotados e vendedores de saco cheio me aguardam.

dezembro 11, 2005

Fred

Estava faltando uma foto nesse blog! Então tá aí, em homenagem àquele que me fez companhia incondicional no fim de semana passado e que me deu muito trabalho também... aos trancos e barrancos esse gordinho aí na foto completa dez anos no mês que vem. Vive doentinho e me corta o coração!
Falando em aniversário, o meu tá chegando também e hoje entro oficialmente no meu inferno astral. Ou seja, momentos de mal humor agora terão uma boa desculpa. E como para qualquer boa capricorniana, eles costumam ser frequentes nessa época do ano. ..mais um motivo pra eu querer que esse ano acabe logo. Eu sei que é totalmente clichê, mas por muitos motivos pra mim essa virada significará "ano novo-vida nova". tomara!

novembro 22, 2005


"...na universidade, os objetivos eram explícitos, e os meios de alcançá-los, bastante palpáveis. Tudo o que havia a fazer era estudar, tirar boas notas e, se possível, arranjar um bom estágio na reta final do curso. O problema é que, depois da formatura, essa estrada de mão única explode num labirinto de possibilidades. É hora de tomar decisões sobre carreira, dinheiro, vida afetiva e comportamento social e de assumir novas responsabilidades..."

Crise dos 25. Qualquer semelhança não é mera coincidência.


novembro 02, 2005

O diabo não veste Prada

Até parece que a tal da Laura Weisberger passou a última semana comigo antes de escrever "O Diabo veste Prada". claro que depois rolou toda uma adaptação pra glamorizar o romance, né? mas o contexto é o mesmo.
O predinho em Pinheiros, na versão da Laura, se transformou no elegante edifício Elias Clark, em New york; a assessoria capenga virou a conceituada revista de moda Runway; eu fui inspiração para Andrea, a assistente frustrada. E minha big boss foi transformada em Miranda Priestley, a tirana editora da revista.
Assim como no livro Miranda torturava Andrea com inúmeros telefonemas quando ía assistir aos desfiles da estação em Paris, na versão real a Miranda tupiniquim fez o mesmo na semana que passou. A diferença é que ela não estava na Europa, e sim há algumas horas de São Paulo (lembre-se, essa é a versão pobre!). E não, ela não veste Prada. Pelo contrário, chega a ir trabalhar dias seguidos com a mesma roupa. Se ao menos eu afanasse umas roupas caras, como na versão fictícia...